SINTOMAS DA MEDIUNIDADE

Sempre que houver uma carga elétrica, parada ou em movimento, haverá um campo. Se a carga estiver em movimento, esse campo será eletromagnético.

Trata-se de uma propriedade da carga que modifica o espaço ao se redor, fazendo com que toda a matéria sofra uma ação de aproximação ou de repulsão, dependendo do sinal da carga. Essa interação também altera a matéria que entra no campo: no caso de partículas afins, elas tornam-se imantadas. Num campo eletromagnético, as partículas de ferro, limalhas, ficam grudadas umas nas outras, mesmo após a retirada ou afastamento da fonte do campo.

O campo, por si só, tem a propriedade de autorregenerar-se. Ele não desaparece de uma hora para outra.

Todo campo tem uma fonte. O corpo humano é fonte de vários campos eletromagnéticos, segundo o órgão enfocado: coração, cérebro, etc.

A mente humana é fonte de um campo – o campo mental. A razão disso é o fato de a mente humana produzir, irradiar, o pensamento, que é uma onda eletromagnética carregada de informação.

Nos seres humanos, e apenas neles, o pensamento é contínuo, mas o aparecimento do pensamento contínuo ocorreu gradualmente através das diferentes espécies do reino animal. O pensamento contínuo é a base para o surgimento da consciência.

Consciência, do latim ‘com’ (junto, ao lado de ) + ‘sciencia’(saber de), significa, a grosso modo, saber de algo. É todo o conhecimento que uma pessoa tem do mundo ao seu redor (coisas, pessoas, acontecimentos), e de seu mundo interior (sua identidade, sua história). Assim, a consciência, nos seres humanos, depende da capacidade de atenção, orientação, percepção e memória.

Podemos observar nos animais mais primitivos um esboço de consciência que começaria a partir dos anfíbios e, mais particularmente, das tartaruguinhas de aquário. O comportamento de uma tartaruguinha esboça sinais de individualidade, um modo de agir específico perante os acontecimentos diários, que marcam seu jeito de ser, como um estilo.

Com a aquisição do pensamento contínuo, a espécie humana adquire a capacidade de pensar e refletir sobre os fatos ao seu redor e sobre si mesma – é a consciência reflexiva.

Essa capacidade surgiu há muito tempo, cerca de 15 milhões de anos, quando os homens e mulheres que habitavam a Terra estavam na Idade da Pedra, e também foi um desenvolvimento gradual e lento.

A necessidade de sobrevivência obrigou os habitantes dessa época a formar grupos, mais ou menos organizados, para suprir a demanda de alimentação, abrigo e segurança para os membros do grupo e suas crias.

Na convivência, a fala torna-se linguagem, um sistema de comunicação e integração do grupo. Na coesão do grupo, foi observado o fenômeno da morte: alguém que antes estava presente, por alguma razão, passa a não mais se mexer e torna-se ausente. Na identificação com o elemento morto são criados os ritos de morte, cuidados funerários com os corpos dos ancestrais, visíveis até nossos dias. Essa identificação está na origem da consciência humana: ele estava aqui e agora está morto; ele era um dos nossos assim como eu; eu posso morrer um dia.

Ou seja, a criação da linguagem e a percepção da ocorrência da morte constituem a base para o surgimento da consciência nos seres humanos.

Como já dissemos, consciência significa saber algo sobre, e para sabermos algo é preciso que esse algo esteja relacionado a outras coisas já conhecidas. Essa é a função da memória: correlacionar no tempo e no espaço os diferentes acontecimentos e experiências de nossas vidas.

Para tanto, o conceito de tempo precisa estar presente em nossas mentes. Ele foi desenvolvido através dos séculos, naqueles primitivos representantes da espécie humana. Hoje, tempo é um conceito inato em todo e qualquer ser humano. Não existe uma definição adequada do que ele seja. A melhor é: “tempo é o que separa dois acontecimentos”. Esse conceito de tempo é básico e sólido para qualquer situação.

Nos animais mais desenvolvidos, vertebrados, mesmo não conscientizado pelo animal, o tempo altera, modifica seu organismo. Isso decorre dos chamados relógios biológicos – estruturas nervosas presentes no cérebro desses animaos, que informam ao organismo em que tempo ele está: se é dia ou noite; época de procriação ou hibernação; primavera ou inverno; infância, juventude ou velhice.

Esse mesmo mecanismo também ocorre nos seres humanos. Nosso relógio biológico é composto pela glândula pineal (órgão regulador) e núcleos supraquiasmáticos (órgãos efetores).

A glândula pineal localiza-se no centro do cérebro. Descartes, em seus estudos, observou essa localização e a falta de paridade dessa glândula, a única estrutura do cérebro que não é pareada. A partir daí, ele postulou que a pineal seria o lugar de morada da alma.

Hoje sabemos que não é possível localizar a alma, posto que ela é imaterial. A hipótese inicial, porém, tem sua validade, pois a pineal é a estrutura cerebral onde a alma se projeta, a estrutura cerebral capaz de captar as ondas eletromagnéticas do pensamento e decodificá-las para as demais partes do cérebro e, portanto, do organismo. As evidências atuais desse papel centralizador e regulador da pineal baseiam-se nos trabalhos recentes de psico-neuro-endocrinologia.

Estudos recentes em áreas não médicas têm contribuído para explicar melhor o funcionamento das ondas eletromagnéticas. Essas ondas, caracterizadas por frequência e amplitude, podem carregar informações – alterações específicas nas propriedades da onda, que configuram um dado, um saber. A informação, portanto, pode ser carregada pela matéria, pela onda eletromagnética: ondas com frequência e amplitude constantes não carregam informações. Embora possa parecer muito complicado,

estamos diariamente em contato com a aplicação desse conhecimento nos telefones celulares, por exemplo.

 

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