OBSESSORES NÃO SÃO NOSSOS AMIGOS!!!!!

Mais uma vez eu, que represento “um perigo para o movimento espírita”, aqui estou para escrever mais uma matéria convidando os queridos amigos espíritas ao raciocínio.
Vejam bem: Não é pensar conforme a cabeça do Alamar, não é se deixar passar por lavagem cerebral pelo Alamar, é fazer pensar, raciocinar com a sua própria cabeça, já que Kardec nos sugeriu o tempo todo a sermos racionais, posto que o Espiritismo é racional e não dogmático.
Você já deve ter ouvido, várias vezes, da boca de vários espíritas, frases mais ou menos assim:
Os nossos obsessores são os nossos verdadeiros amigos.
Aqueles que nos criticam é que nos fazem crescer, porque são os nossos amigos.
Cuidado com os que te elogiam e te aplaudem, esses não são seus amigos.
Fuja dos elogios e dos aplausos.
Não elogie e não aplauda ninguém, para não incentivar a vaidade.
Isto sai da boca de muitos espíritas, porque está implantado na mente de muitos que entenderam o Espiritismo desta maneira.
Daí veio a auto flagelação espírita, a necessidade de auto desvalorização para parecer bem miserável ao seu próximo, daí dar a impressão que é humilde.

Eu não valho nada, eu sou uma insignificância, eu não mereço nada de bom que dizem de mim, eu sou escória, sou lixo, eu não fui nada que presta na encarnação passada, estou fazendo um esforço enorme para aprender alguma coisa, sou uma formiguinha aqui no centro, o meu trabalho aqui é muito insignificante, se é que pode ser chamado de trabalho…
Tudo isto você escuta da boca de espíritas, pode prestar atenção.
Mas você é bonita, Lúcia.
“Não sou bonita não, são seus olhos.”
“É bondade sua”.
Eu queria saber onde foi que os espíritas aprenderam isto. Já li Kardec de cabo a rabo, inclusive a Revista Espírita, Viagem Espírita e tudo e nunca o vi comportando-se desse jeito, diante de ninguém, entre as inúmeras pessoas, encarnadas e desencarnadas com as quais ele convivia e mantinha diálogos.
Será que o Alamar está errado, por considerá-lo a base do Espiritismo que devemos seguir? Ou será que sugerir que os espíritas se mirem nele, Allan Kardec, representa mesmo um perigo para o movimento espírita?
Vamos então falar sobre os tais obsessores, que são os nossos “verdadeiros” amigos, como querem muitos espíritas.
Desculpem, mas me parece uma alienação total esse negócio de considerar espírito obsessor como amigo – ou melhor, como nossos verdadeiros amigos – e até professores.
É de uma incoerência sem tamanho. Ou, provavelmente, não sabem o que é obsessor.
Muitos ainda dão uma ênfase enorme ao MEUS e ao NOSSOS, quando falam “MEUS obsessores”, “NOSSOS obsessores”. É como se fossem umas jóias preciosas, das quais não pretendem se ver livres.
Obsessor é um espírito ruim, perturbado, desequilibrado e invariavelmente perverso que quer a nossa desgraça, o nosso insucesso, o nosso sofrimento e tudo faz para nos destruir.
Como deve estar o juízo de um espírita que considera como nosso amigo alguém que vive infernizando a nossa vida e que só quer o nosso mal?
Não é um tremendo absurdo?
Veja só que coisa mais impressionante:
Você desenvolve um trabalho maravilhoso no meio espírita, se dedica à pesquisa, a experimentação, ao estudo, à criatividade, à garra, à dedicação total, apresenta esse trabalho ao público espírita, é aplaudido de pé por quase a unanimidade do auditório presente, aí se depara com uma praga invejosa e desqualificada que está ali para procurar defeito no seu trabalho, sai metendo a língua na sua obra, procurando um erro de português, falando mal, lhe desmerecendo, sem competência para apreciar o que você fez, que todo mundo reconheceu.
Eu pergunto: É racional você considerar que 99% do público presente no centro não é seu amigo, só porque lhe aplaudiu, elogiou, ficou três minutos de pé batendo palmas para você, reconhecendo o seu mérito, estimulando para que você continue a desenvolver bons trabalhos e considerar como amigo apenas o 1% das pragas incompetentes, despreparadas, invejosas e desequilibradas que lhe criticaram?
O nome disto é maluquice espírita, gente!
É doideira total e não tem respaldo numa doutrina cuja proposta nos convida à racionalidade.
Chega de espírita besta.
Ah, mas tem espírita que vive em busca dos aplausos e dos elogios.
Isto é verdade, eu sei que tem; mas daí a achar que todos aqueles que realizam bons trabalhos e são aplaudidos fazem as suas palestras esperando os aplausos no final e deixa exacerbar a sua vaidade e o seu orgulho ao final, há uma diferença muito grande.
Imaginem se eu chego numa cidade para fazer uma palestra, ao final não sou aplaudido e depois volto para o hotel ou para a casa do confrade que me hospeda numa frustração enorme porque não fui aplaudido de pé.
Só na cabeça de gente muito idiota achar que todo palestrante espírita está em tal nível de imbecilidade.
Eu vou levar em consideração os aplausos, o carinho e o estímulo das pessoas, sim, para que aquilo sirva para mim como um incentivo para que eu continue a desenvolver novos trabalhos iguais àquele e que continue levando aquele para outras pessoas de outras regiões a, também, ficarem satisfeitas e felizes, daí se levantarem também para dizer MUITO OBRIGADO, ao expositor.
Que o invejoso se dane, que vá se tratar, que vá tomar seu passe, ler o Evangelho, sair do baixo astral em que vive, abandonar a vida hipócrita que certamente deve ter e se equilibrar e instruir, pra ver se consegue adquirir um pouco de competência para realizar alguma coisa de útil, pra não estar se incomodando tanto com o sucesso dos outros.
Mas, Alamar, aí você está faltando com a caridade com irmãos nossos que, se estão nessa situação, é porque necessitam da nossa compreensão. Será que não seria melhor relevar, ir ao seu encontro e dar uma palavra de apoio?
Mas quando? Se uma praga dessa não conseguiu absorver uma palavra, dentre as inúmeras que você falou em uma hora de palestra e mais uma hora de perguntas e respostas do público, mesmo vendo centenas de pessoas empolgadas com os ensinamentos e as idéias apresentadas, vai se comover com cinco minutos de palavras que você vai dirigir a ela, por caridade?
Tem espírita que não suporta Divaldo, que não suporta Raul, que não suporta Simonetti, que não suporta Medrado… enfim, não suporta ninguém que faz o que ele não consegue fazer, que é sucesso junto ao público.
Não nos iludamos tanto assim. Tem gente que é uma praga mesmo e que precisa de muito tempo para sair do mar de lama emocional que vive, mergulhado por ele mesmo.
Devemos fazer a nossa parte para ajudar e não para carregar a sua cruz.
Obsessor, invejoso, fofoqueiro, caluniador, censurador e crítico não são nossos amigos nunca, eles são infernizadores das nossas vidas e devem ser vistos assim.
E tem outra coisa, não são somente desencarnados não, muitos estão encarnados próximos da gente.
Eu nunca vi, em momento algum, Allan Kardec dar moleza para críticos, fofoqueiros, hipócritas, detratores, inconseqüentes e irresponsáveis que vinham com a palhaçada de botar defeito na sua obra, sem se dar ao trabalho de examiná-la previamente, antes de abrir a boca para emitir opiniões. Ele sempre reagia a altura, com a indispensável energia.
Eu nunca vi Allan Kardec se dizer lixo, insignificância, escória, homem sem valor e que não sabia nada.
Quer ter caridade para com o obsessor, o espírito que lhe persegue, que tenha. Tudo bem, é válido. Ore por ele, peça a Deus e aos bons espíritos sobre as possibilidades de orientá-lo e esclarecê-lo, tudo bem, tá correto. Mas daí a ficar com essa hipocrisia de dizer que ele é seu verdadeiro amigo, que você vai conseguir doutriná-lo, fingindo que os males que ele faz não lhe atingem, que você merece toda aquela sorte de sofrimento e toda essa palhaçada que muitos espíritas adotam, chega a ser ridículo.
Ou será que você acha que o tal obsessor é besta e não saberá que você está apenas fingindo uma evolução espiritual que não tem?
Vamos raciocinar, gente.
Quem é que, andando pelos campos, de repente vê um espinho encravar-se no seu pé e não vai imediatamente querer tirá-lo para afastar aquela dor?
Isto é natural e o que se espera de quem está bem do juízo.
E tem outra coisa: Essa mania de dizer que o sofrimento é indispensável para a nossa evolução é outra balela, conversa de gente que tem tendência masoquista. Sofrimento se faz necessário, sim, mas apenas em ALGUNS casos e não em todos.
Lembro-me de uma história do tempo em que os carcereiros espancavam os presos, nos presídios, baixavam a porrada mesmo sem piedade, e consta que Xeretinha era um dos presos que, assim que chegou à prisão, deixou claro que ali estava justamente, para cumprir os seus 4 anos de prisão, porque de fato havia cometido um crime. Só que ele queria pagar com alegria, limpando o presídio, ajudando aos outros presos, procurando ser útil ao seu próximo sem reclamar de nada.
Consta que, apesar da heterogeneidade emocional dos diversos carcereiros, nunca nenhum deles precisou dar um tapa sequer em Xeretinha, que passou os seus quatro anos preso e foi libertado sem sofrer qualquer agressão na prisão.
Ora, se no ambiente de uma penitenciária, que é sempre pesado, encontramos gente capaz de tal discernimento, por quais razões poderíamos duvidar do mesmo bom senso do mundo espiritual?
Podemos ter certeza de que essa onda de apologia exagerada ao sofrimento que fazem no meio espírita, essa mania de auto desvalorização assim como essa conversa fiada de considerar obsessor nosso amigo, é coisa de espírita bobo que pouco ou nada entendeu do Espiritismo.
Revejamos os nossos conceitos mas, mais uma vez eu peço: não precisa acreditar nos conceitos do Alamar não, veja Kardec e observe como ele fazia.
Fica aí, então, esta matéria para apreciação de todos.
Abração.

Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas, Escritor e Antares DINASTIA

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