EQUILIBRIO ENTRE O CORPO E ALMA

Uma grande demonstração de Amor do Criador foi a possibilidade que deu ao espírito humano de amadurecer, encarnando no ambiente terrestre.

Agora, o modo como isso ocorreu, leva-nos de volta ao antigo debate a respeito da origem do ser humano: evolução biológica, defendida pela ciência materialista ou criação espontânea de um ser espiritual, defendida pela Teologia. Na verdade, ambas as correntes não deixam de ter a sua parcela de verdade.

Para o amadurecimento espiritual do ser humano, o Criador permitiu que germes espirituais encarnassem neste planeta. Estamos falando aqui de germes espirituais, isto é, corpúsculos ou centelhas espirituais com possibilidades plenas de desenvolvimento espiritual, mas ainda sem condições plenas de serem considerados seres humanos espirituais.

Aqui na Terra, por exemplo, um bebê não pode ser considerado ainda um ser humano integral, pois, embora porte consigo todas as possibilidades de amadurecimento em estado potencial, estas possibilidades precisam ainda ser concretizadas, o que só pode ser atingido de forma gradual, à medida que aquele bebê se desenvolve física e mentalmente, tornando-se consciente de sua existência e de suas responsabilidades.

Do mesmo modo acontece nos planos espirituais. Um germe espiritual, ainda não consciente de sua existência e de suas responsabilidades, mas portando consigo um ardente anseio pelo seu desenvolvimento, pode vir gradualmente a despertar para o reconhecimento pleno de sua possibilidade de existência e as obrigações a ela inerentes.

A sabedoria do Criador, entretanto, estabeleceu que a este germe sejam facultadas as mais favoráveis condições, as quais permitissem ao mesmo o desabrochar de todas as suas capacitações que, em estado potencial, aguardavam o seu amadurecimento; o Criador, então, permitiu que tais germes pudessem descer dos planos espirituais mais elevados e migrassem até os planos materiais mais afastados, sendo a Terra o ponto máximo de inflexão, pois, no ambiente terrestre, encontram-se reunidas todas as possibilidades para o máximo amadurecimento, as quais permitem o caminho de volta aos planos espirituais superiores, o chamado Paraíso, não mais na forma de germes espirituais inconscientes, mas na de ser espiritual adulto, consciente de suas possibilidades de atuação espiritual plena e fecunda.

O velho debate criação versus evolução pode ser resumido de maneira até muito simples. O germe ou centelha espiritual, para o florescer de seus talentos individuais, necessita, quando longe de seu plano espiritual de origem, encarnar-se em um corpo material.

No início da evolução do ser humano terreno isso aconteceu, quando aquela primitiva centelha serviu-se do corpo do animal que havia chegado ao seu grau máximo de desenvolvimento, nele penetrando, e, a partir de então, o germe espiritual humano passou a habitar aquele corpo e não mais uma alma animal, como até então sucedia.

Daí por diante, o processo tornou-se automático, isto é, cada centelha espiritual que baixava a esta região do universo, encarnava-se não mais num corpo animal,mas no ventre de uma futura mãe que já portava consigo a centelha humana. Esse foi realmente o início da evolução espiritual da Humanidade aqui na Terra.

Desde a vinda da primeira centelha espiritual à Terra para que se processasse o seu desenvolvimento, as centelhas espirituais possuíam, algumas tendências mais positivas e outras tendências mais negativas, ou seja, algumas com cargas mais positivas, mais densas, que tenderam para o modo de ser masculino e outras com cargas mais negativas, mais intuitivas e sensíveis, que tenderam para o modo de ser feminino; com isso se originaram o Homem e a Mulher. Não se entenda aqui negativo como ruim, mas como uma forma indicadora de um tipo de atuação. O positivo e o negativo são como os dois braços da balança.

Entretanto, não deve ser difícil entender que existe uma relação íntima entre o corpo (mente) e o espírito, pois um depende do outro para que o desenvolvimento se processe. Desde os primeiros momentos da ligação do espírito ao novo corpo que se forma no ventre materno, o que ocorre por volta do quarto mês e meio da gestação, inicia-se um novo ciclo de relacionamento entre os dois, onde o equilíbrio entre o espiritual e o material é evidente.

A cada encarnação que se processa, dá-se um auxílio mútuo entre ambos, existe uma dependência forte no desenvolvimento do corpo em relação ao espírito e do espírito em relação ao corpo. O corpo é dependente do espírito para crescer e desenvolver, ou seja, para permanecer vivo e o espírito depende do corpo para que possa, usufruindo deste corpo, amadurecer aqui na Terra.

Para que tal relação seja efetiva, tem que existir uma ligação que una o espírito ao corpo e isso ocorre pela presença do sangue, o qual, por intermédio de sua irradiação, cria uma ponte entre o espírito e a matéria, tal ponte ou ligação sendo já de há muito conhecida pelos videntes e denominada também de cordão de prata.

Com o amadurecimento espiritual, consuma-se o objetivo da passagem do espírito aqui pela Terra, podendo retornar à verdadeira Pátria no plano espiritual, ou seja, ao Paraíso, de onde saiu como centelha, porém agora retornando como espírito consciente.

Portanto não podemos negligenciar esta relação, esquecendo do equilíbrio entre o corpo e o espírito, pois isto traria uma alteração nesta balança, prejudicando o aperfeiçoamento do espírito humano.

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