necessidade de desenvolver a mediunidade

Você precisa desenvolver a sua Mediunidade!
É uma frase típica, muito utilizada nos centros espíritas/espiritualistas, que possui um significado amplo. No entanto o sentido que essa palavra produz nas pessoas que ouvem, muitas vezes é distorcido em relação ao seu verdadeiro significado.
Como sabemos, a mediunidade é um instrumento de evolução. Ela nos possibilita um crescimento mais rápido, na direção da realização de nossa missão. O que seria de nós sem as possibilidades mediúnicas que ganhamos de Deus?

Então pense… Certo dia, lá em cima no plano astral, o Papai do Céu nos escalou. Isso mesmo, como um técnico de futebol, que chama seu jogador para entrar em campo. Ele veio e falou:
-“Você vai descer, vai voltar para a escola (Planeta Terra). Precisa aprender, evoluir, resgatar muitas coisas, por isso precisa descer… Mas, você sabe que sua necessidade é grande, possui muitas coisas para curar, muitos erros de outrora para corrigir. Dessa forma, uma existência apenas não seria tempo suficiente para tanto. Por isso filho, vou te proporcionar a mediunidade, como um instrumento para ajudar você a fazer muito mais coisas em menos tempo. Sem essa faculdade, isso não seria possível, pois ela lhe ajudará a otimizar sua encarnação, ou seja, sua experiência no plano físico, que é tão necessária para a reforma íntima.
Essa dádiva vai lhe permitir fazer grandes tarefas, o que será muito importante para que consigas aproveitar muito bem sua encarnação e seu propósito nessa descida. Entenda que ela é uma grande aliada na sua empreitada, é um presente para lhe ajudar. A mediunidade é como a betoneira para o pedreiro. Ajuda a virar a massa, mexer o cimento com muito mais facilidade. Sem ela, a obra demoraria muito mais tempo, geraria muito mais desgaste…”

UMBANDA.

Entendendo uma Gira de Umbanda

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Certamente a muitos é estranho entrar num terreiro e assistir uma gira, orar aos Orixás para
que seus problemas sejam resolvidos. Mas como isto funciona?
A Umbanda desde que se iniciou, e isto já é um ponto a considerar, rapidamente se
enquadrou dentro do contexto nacional brasileiro. É incrível a rapidez com que se propagou, e o
interesse que tem causado a outras nações do mundo, sendo alvo de estudos, até de teses de pósgraduação
em psicologia, onde tentam por vários meios explicar um fenômeno, que facilmente se
conclui pertencer a outras esferas de atividades da vida.
Observando-se o contexto nacional, a impressão que temos é que a consciência coletiva
chegou a um ponto que não pode mais ser contida. Compreendemos como consciência coletiva, o
somatório de consciências voltadas para um mesmo fim com laços kármicos. Além do mais, a
Umbanda é uma religião que reúne elementos culturais do nosso país, envolvendo diferentes raças e
credos do mundo.
Pela rapidez com que se instalou em nossas vidas, pela simplicidade que lhe é própria, pelos
ensinamentos que as entidades que se apresentam como trabalhadores de Umbanda trouxeram e
trazem, não houve tempo ou talvez necessidade de uma codificação no plano físico. Seu mister é
trabalho e caridade. As codificações, os credos, são fatos que se fazem às vezes desnecessários, às
vezes necessários.
Por isto esta obra está longe de ter a pretensão de se tornar um “Código de Umbanda” ou
qualquer coisa parecida, objetivo tão somente resgatar e transmitir os ensinamentos obtidos através
anos de trabalho dentro da Seara Umbandista, onde estudei e testei as mais diversas influências que
me levaram as conclusões discorridas neste trabalho.
Portanto, mais importante do que estabelecer códigos é compreender a verdadeira Missão da
Umbanda e como as forças da natureza interagem para que esta missão seja alcançada.
O que cada trabalhador de Umbanda deve ter como bandeira? Que a Umbanda é uma religião
voltada somente para o bem. Não fazemos trabalhos para isto ou aquilo. Que o culto é grátis e não
pode atender a interesses particulares.
Alguns trabalhadores menos esclarecidos deturpam completamente o sentido das bases do
bem, saem fora da caridade e do trabalho produtivo gratificante, e continuam a chamar suas sessões
de Umbanda. Isto é que é errado! É isto que nós umbandistas devemos combater e esclarecer.

Ficarmos discutindo dogmas deste ou daquele Orixá nos leva a compreensão das forças da natureza
sim, mas deve objetivar apenas isto e não a imposição de uma única Verdade.
A única verdade da Umbanda é a Caridade e o Amor, o resto são formas de culto que variarão
de região para região, de terreiro para terreiro e devem ser respeitadas. Entretanto, charlatães,
enganadores, espoliadores, falsos profetas, enfim, pessoas que usam o nome da Umbanda em
benefício próprio tem que ser combatidos através do esclarecimento e divulgação da essência da
Umbanda.
Devido a pessoas sem escrúpulos, é comum chegarem consulentes aos Centros de
Umbanda, e se pasmarem com o fato de que o trabalho da gira de Umbanda visar somente o bem.
Esperamos sinceramente que este problema seja erradicado de nosso meio. E para isto contamos
com a ajuda de todos os umbandistas na busca pela compreensão, divulgação e esclarecimento da
verdadeira essência da Umbanda, pois os nossos piores detratores são os que se dizem umbandistas
e se desviam do caminho do Bem.
Dos pilares básicos compreendemos nas lições trazidas pelos trabalhadores espirituais, e aqui
evocamos a figura humilde dos Pretos Velhos, que são os Mestres da humildade, o seguinte: cada
um tem suas crenças, suas características, seus laços de família, de raça e de religião, e isto deve
ser respeitado. Respeitamos todas as religiões, desde que voltadas para o bem, e que respeitem os
direitos humanos.
Portanto, a Umbanda não precisa ser pregada. Simplesmente se impõe no nosso contexto
pelas verdades e características que as Entidades trouxeram e trazem e basta que olhemos e
pensemos nas forças da natureza agindo, interagindo e atuando constantemente em nossas vidas.
Procuramos compreender não apenas os princípios básicos que nos mostram, mas as leis
que regem a vida. E, portanto é necessário muitas vezes evocar algo mais profundo do que o
concreto.
Entretanto, urge um posicionamento firme por parte dos umbandistas. A Umbanda é linda e
está voltada exclusivamente para a Caridade. Não podemos nos envergonhar de ser umbandistas.
Temos que assumir o nosso amor a Umbanda e elevar o seu nome através de exemplos próprios em
nossas vidas, em nosso dia-a-dia. Não adianta ser umbandista apenas dentro do Terreiro. Temos que
ser fora dele principalmente!
O trabalhador de Umbanda deve compreender que na gira de caridade (sessão), todos estão
fazendo caridade; o guia, o médium, os dirigentes materiais e espirituais, o assistente, e, portanto
todos têm sua paga espiritual através da Lei do Karma. Fazemos o bem, porque ultrapassamos a
barreira do viver apenas por viver, admitimos com isso algumas leis da vida hiper-física, e mais do
que admitir, colocamos em prática tais leis.
No entanto, o viver nos ensina que nem todos os problemas podem ser resolvidos, mas
podem ser compreendidos, e podemos receber amparo, por isso procuramos explicações que
necessitam ser mais profundas. Mas sempre dentro do merecimento de cada um.
Reconhecemos uma hierarquia dos espíritos, reconhecemos que alguns problemas que se
nos apresentam tem origem kármica e, portanto não podem ser “resolvidos” rapidamente, sendo
exigido um tempo para sua expiação. E não adianta ficarmos batendo pé, exigindo dos Orixás, guias
ou entidades “solução imediata”. Guia nenhum, enviado de Orixá nenhum se apresenta em terreiro
nenhum para “resolver nossos problemas materiais.” Tudo tem seu tempo e sua hora dentro do
merecimento de cada um. Devemos pedir resignação e força para enfrentar as nossas dificuldades e
principalmente auxílio para sermos merecedores da graça que buscamos.
Compreendemos também, que temos amigos no além-túmulo, que se têm condições de ajudar,
ajudam, os quais denominamos guias, trabalhando por nós em outras esperas de atividades.
Podemos, em razão desta compreensão aplicar outras…
1. Devemos compreender que pretos velhos, caboclos, ou entidades que podem nos ajudar não
habitam em nosso plano físico. Os pontos cantados, o defumador, as orações, o ambiente,
enfim, visam oferecer condições para evocar tais entidades para perto de nós.
2. As falanges que atendem aos apelos de nossos chamados possuem reinos de vida, áreas de
atuação, de modo que trazem energias e vibrações afins, assim ao chegarem ao nosso meio
carregam o ambiente e trocam nossa energia terráquea (física) por energia proveniente de
suas hostes (cósmica).
3. Reconhecemos os Orixás básicos, e que cada um tem sua esfera de atividades. Como
embaixadores de Deus, como ministros de Deus, cada qual têm seu campo de ação, e para
sermos mais eficientes devemos fazer o pedido ao Orixá certo. Se queremos que uma planta
brote, cresça e floresça não podemos molhá-la com água salgada, mantê-la longe do sol ou
em lugar sem ar. Se quisermos pescar não podemos ir a um mar ou rio poluídos. Assim é com
os nossos pedidos.
4. Dentro dos pedidos que se fazem as falanges que são invocadas nas giras, um fator básico a
que nos propomos, tanto trabalhadores físicos (médiuns) quanto trabalhadores espirituais é a
condução de entidades que por motivos vários obsedam pessoas ou ambientes em que
vivem, procurando esclarecer, ou simplesmente afastar as intromissões malfazejas, sempre
respeitando a Lei do Livre Arbítrio.
5. Também nos propomos a tentar dissolver miasmas ou fluídos negativos agregados aos
corpos dos médiuns e assistentes (trabalho de expurgo).
6. A gira também estabelece um vínculo maior entre o médium e o seu guia, ampliando assim
cada vez mais o entrosamento, melhorando também a sua capacidade mediúnica de trabalho.
Capítulo 5 – Entendendo Uma Gira de Umbanda
7. Por último, dentro do campo das possibilidades kármicas, esclarecer ou ajudar na solução de
problemas pessoais, através de mentalização clara e persistente, ou seja, é fundamental que
se compreenda que um Templo Umbandista não é uma Tenda de Milagres, onde chegamos e
todos os nossos problemas materiais serão resolvidos. Um Templo Umbandista é o local para
recarregarmos nossas “baterias”, renovamos a nossa fé em Zambi (Deus) e através da
caridade pura evoluímos como seres humanos alcançando assim serenidade para
enfrentarmos o nosso dia-a-dia. Em resumo, as funções dos guias, mentores e protetores de
Umbanda são de amparo, esclarecimento, orientação… a decisão e solução são nossas.
Compreendemos também que existe forte tendência do ser humano, de maneira geral, em
quando submetidos a uma situação frustrante ou de fracasso, atribuir a causas externas a sua
pessoa esse fracasso, e quando submetidos a situações prazerosas atribuir a si mesmo, as suas
qualidades pessoais. Exemplo disto: invariavelmente quando somos demitidos do nosso emprego,
atribuímos a uma perseguição, muitas vezes autêntica do nosso chefe e nunca a nossa
incompetência. Nem aventamos a hipótese de estarmos sendo “perseguidos” por que somos
incompetentes, mas o nosso chefe é que é um chato, ou “não vai com a nossa cara”. Em contrapartida
se somos promovidos, nunca é porque o chefe é bonzinho, ou porque é um bom chefe, atento
aos méritos dos funcionários, mas sim porque somos competentíssimos (e só um “cego” não “veria”
essa competência toda), e essa promoção era mais do que merecida.
Assim as pessoas agem quando chegam aos terreiros de Umbanda. Se não têm os seus pedidos
atendidos de pronto, é porque o dirigente não é bom, porque o terreiro é fraco, ou porque a Umbanda
não é de nada. Nunca lhes passa pela cabeça que primeiro precisam merecer alcançar determinada
graça, ou que seja um processo kármico evolutivo pelo qual estejam passando para seu próprio
aprendizado. Não meus amigos, infelizmente isso não acontece, e sabem porque? Porque muitos
resolvem ser umbandistas por medo, ou para que sua vida material melhore. Cabe mudar esse
primeiro conceito. Mudar a mentalidade dos médiuns umbandistas, e aí sim mudar a mentalidade da
assistência. Isso é obrigação de todo Dirigente Umbandista. Orientar seu corpo mediúnico e a
assistência do seu terreiro ao invés de sentar no “trono” de dirigente e responder as perguntas que
lhe são dirigidas com o famoso “é assim porque é”.
A Umbanda evoluiu, esse tipo de papel não cabe mais nela. O estudo constante é
fundamental. As entidades que militam na seara umbandista estão cada vez mais evoluídas e
esclarecidas e tem importante papel dentro da espiritualidade. Cabe, a nós médiuns, tentarmos estar
a altura dela.autor Guardião da Umbanda

MECANISMO DA CURA ESPIRITUAL

A mediunidade de cura oferece ao médium a possibilidade de curar um ser doente, buscando fluidos em fontes energéticas da natureza. Mas será que doenças cármicas também podem ser curadas espiritualmente?

– Por Edvaldo Kulcheski –

A mediunidade de cura é a capacidade possuída por certos médiuns de curarem moléstias por si mesmos, provocando reações reparadoras de tecidos e órgãos do corpo humano, inclusive as oriundas de influenciação espiritual. Assim como existem médiuns que emitem fluidos próprios para a produção de efeitos físicos concretos (ectoplasmia), temos igualmente os médiuns que emitem fluidos que operam todas as reparações acima referidas.

Na essência, o fluido é sempre o mesmo, uma substância cósmica fundamental. Mas suas propriedades e efeitos variam imensamente, conforme a natureza da fonte geradora imediata, da vibração específica e, em muitos casos (como este de cura, por exemplo), do sentimento que precedeu o ato da emissão.

A diferença entre os dois fenômenos é que no primeiro caso (ectoplasmia), o fluido é pesado, denso, próprio para elaboração de formas ou produção de efeitos objetivos por condensação, ao passo q~e no segundo (curas), ele é sutilizado, radiante, próprio para alterar condições vibratórias já existentes.

MÉDIUM CURADOR

Além do magnetismo próprio, o médium curador goza da aptidão de captar esses fluidos leves e benignos nas fontes energéticas da natureza, irradiando-os em seguida sobre o doente, revigorando órgãos, normalizando funções, destruindo placas e quistos fluídicos produzidos tanto por auto-obsessão como por influenciação direta.

O médium se coloca em contato com essas fontes ao orar é Se concentrar, animado pelo desejo de fazer uma caridade evangélica. Como a lei do amor é a que preside todos os atos da vida espiritual superior, ele se coloca em condições de vibrar em consonância com todas as atividades universais da criação, encadeando forças de alto poder construtivo que vertem sobre ele e se transferem a.o doente. Por sua vez, este se colocou na mesma sintonia vibratória por meio da fé ou da esperança.

Os fluidos radiantes interpenetram o corpo físico, atingem o campo da vida celular, bombardeiam os átomos, elevam-lhes a vibração íntima e injetam nas células uma vitalidade mais intensa. Em conseqüência, acelera as trocas (assimilação, eliminação), resultando em uma alteração benéfica que repara lesões ou equilibra funções no corpo físico.

Nas operações cirúrgicas feitas diretamente no corpo físico, os espíritos operadores incorporam no próprio médium que dispõe desta faculdade. Este, como autômato, opera o paciente com os mesmos instrumentos da cirurgia terrena, porém sem anestesia e dispensando qualquer precaução de assepsia. Em certos casos, embora raros, o espírito incorporado logra o mesmo resultado cirúrgico utilizando objetos de uso doméstico (facas, tesouras, garfos ou estiletes comuns) como instrumentos operatórios, igualmente sem quaisquer cuidados anti-sépticos.

O cirurgião invisível incorporado no médium corta as carnes do paciente, extirpa excrescências mórbidas, drena tumores, desata atrofias, desimpede a circulação obstruída, reduz estenoses ou elimina órgãos irrecuperáveis. Semelhantes intervenções, além de seu absoluto êxito, são realizadas em um espaço de tempo exíguo, muito acima da capacidade do mais abalizado cirurgião do mundo físico. Em tais casos, os médicos desencarnados fazem seus diagnósticos rapidamente, com absoluta exatidão e sem necessidade de chapas radiográficas, eletrocardiogramas, hemogramas, encefalogramas ou quaisquer outras pesquisas de laboratório.

Nessas operações mediúnicas processadas diretamente na carne, os pacientes operados tanto podem apresentar cicatrizes ou estigmas operatórios como ficarem livres de instrumentos da cirurgia terrena. Normalmente são espíritos experimentados, que ajudam no diagnóstico e na intervenção cirúrgica quaisquer sinais cirúrgicos. Em seguida à operação, eles se erguem lépidos e sem qualquer embaraço ou dor, manifestando-se surpreendidos por seu alívio inesperado e a eliminação súbita de seus males.

Quando opera incorporado no médium, o espírito sempre é auxiliado por companheiros experimentados na mesma tarefa, que cooperam e ajudam no controle da intervenção cirúrgica, no diagnóstico seguro e rápido e no exame antecipado das anomalias dos enfermos a serem operados. Entidades experimentadas na ciência química transcendental preparam os fluidos anestesiantes e cicatrizantes, transferindo-os depois do mundo oculto para o cenário físico através da materialização na forma líquida ou gasosa, conforme seja necessário.

CIRURGIAS À DISTÂNCIA

Embora o êxito das operações mediúnicas dependa especialmente do ectoplasma a ser fornecido por um médium de efeitos físicos e controlado pelos espíritos de médicos desencarnados, há circunstâncias em que, devido ao teor sadio dos próprios fluidos do enfermo, as operações produzem resultados miraculosos no corpo físico, apesar de processadas somente no perispírito.

O processo de “refluidificação”, com o aproveitamento dos fluidos do próprio doente, lembra algo do recurso de cura adotado na hemoterapia praticada pela medicina terrena, na qual o médico incentiva o energismo da pessoa debilitada extraindo-lhe algum sangue e, em seguida, injetando-o novamente nela, em um processo que acelera a dinâmica do sistema circulatório.

No entanto, mesmo que se tratem de operações mediúnicas feitas diretamente na carne do paciente ou mediante fluidos irradiados à distância pelas pessoas de magnetismo terapêutica, o sucesso operatório exige sempre a interferência de espíritos desencarnados, técnicos e operadores, que submetem os fluidos irradiados pelos “vivos” a um avançado processo de química transcendental nos laboratórios do lado espiritual.

E quais são as diferenças entre as cirurgias realizadas com a presença do paciente e as realizadas à distância? No primeiro caso, os técnicos desencarnados utilizam o ectoplasma do médium de efeitos físicos e também os fluidos nervosos emitidos pelas pessoas presentes. Esta aglutinação polarizada sobre o enfermo presente possibilita resultados mais eficientes e imediatos. No segundo caso, os espíritos operadores procuram reunir e projetar sobre o doente os fluidos magnéticos obtidos pelas pessoas que se encontram reunidas à distância, no centro espírita. Porém como se tratam de fluidos bem mais fracos do que os fornecidos pelo médium de fenômenos físicos, eles são submetidos a um tratamento químico especial pelos operadores invisíveis, a fim de se obterem resultados positivos. Mesmo assim, os fluidos transmitidos à distância servem apenas para as intervenções de pouco vulto, pois, sendo fluidos heterogêneos, exigem a “purificação” à qual nos referimos.

Existem alguns fatores que impedem as cirurgias à distância de serem tão eficazes e seguras como as intervenções diretas. Para muitos desses voluntários doadores de fluidos, faltam a vontade disciplinada e a vibração emotiva fervorosa, que potencializam as energias espirituais. Além disso, alguns deles não gozam de boa saúde, fumam em demasia, ingerem bebidas alcoólicas em excesso ou abusam de alimentação carnívora. Aliás, nos dias destinados a esses trabalhos espirituais, os médiuns deveriam se submeter a uma alimentação sóbria, já que, depois de uma refeição por vezes indigesta, o indivíduo não tem disposição para tomar parte em uma tarefa que exige concentração mental segura.

DIFICULDADES PARA OS ESPÍRITOS CURADORES

Durante o tratamento fluídico operado à distância, a cura depende muito das condições psíquicas em que os doentes forem encontrados durante a recepção dos fluidos. Os espíritos terapeutas enfrentam sérias dificuldades no serviço de socorro aos pacientes cujos nomes estão inscritos nas listas dos centros espíritas, pois além das dificuldades técnicas resultantes de certo desequilíbrio mental do ambiente onde eles atuam/ outros empecilhos os aguardam, em virtude do estado psíquico dos próprios doentes.

Às vezes, o enfermo tem a mente saturada de fluidos sombrios, em face de conversas maledicentes, intrigas, calúnias e fofocas. Em outros casos, lá está ele em excitação nervosa por causa de alguma violenta discussão política ou desportiva, bem como é encontrado envolto na fumarada intoxicante do cigarro ou na bebericagem de um alcoólatra. Outras vezes, os fluidos irradiados das sessões espíritas penetram nos lares enfermos, mas encontram o ambiente carregado de fluidos agressivos, provenientes de discussões ocorridas entre seus familiares. É evidente que os desencarnados têm pouco êxito em sua tarefa abnegada de socorrerem os enfermos quando estes vibram recalques de ódio, vingança, luxúria, cobiça ou quaisquer outros sentimentos negativos.

CIRURGIAS DURANTE O SONO

As operações cirúrgicas realizadas no perispírito durante o sono só atingem a causa mórbida no tecido etérico deste, porém, depois de algum tempo, começam a desaparecer seus efeitos mórbidos na carne, pelo mesmo fenômeno de repercussão vibratória. Neste caso, como os enfermos operados ignoram o que lhes aconteceu durante o sono ou mesmo em momento de vigília e repouso, opõem dúvidas quanto a essa possibilidade.

Uma vez que esses doentes, tendo sido operados no perispírito, não comprovam de imediato qualquer alteração benéfica em seu corpo físico, geralmente supõem terem sido vítimas de uma fraude ou um completo fracasso quanto à intervenção feita. Acontece que a transferência reflexa das reações produzidas por essas operações se processa muito lentamente, levando semanas ou até meses para manifestarem seus efeitos benéficos no organismo. Além disso, há casos em que o enfermo recebe assistência de seus guias espirituais devido à circunstância de emergência, que não altera o determinismo de seu resgate cármico.

Toda cura se dá pela ação fluídica, já que o espírito age através dos fluidos. Tanto o perispírito como o corpo físico são de natureza fluídica, embora em diferentes estados, havendo relação entre eles. O agente da cura pode ser encarnado ou desencarnado e nela podem ser utilizados ou não processos como passes, água fluidificada e outros, além da intervenção no perispírito ou no corpo. Na cura por efeitos físicos, a alteração orgânica no corpo físico é imediatamente visível ou passível de constatação pelos sentidos ou aparelhamentos materiais.

Na ação fluídica sobre o perispírito, a cura será avaliada depois, pelos efeitos posteriores no corpo físico. Agindo através dos centros anímicos, órgãos de ligação com o perispírito, atinge-se este, que também se beneficia ao se purificar pela aceleração vibratória, tornando-se, assim, incompatível com as de mais baixo padrão.

É desta forma que se operam as curas de perturbações espirituais, na parte que se refere ao perturbado propriamente dito. Sabemos que a maior parte das moléstias de fundo grave e permanente não podem ser curadas porque representam resgates cármicos em desenvolvimento, salvo quando há permissão do Alto para curá-las. Entretanto, há benefícios para o doente em todos os casos, porque se conseguirá, no mínimo, uma atenuação do sofrimento.

A CURA NA MÃO DE TODOS

A faculdade de curar pela influência fluídica é muito comum e pode se desenvolver por exercício. Todos nós, estando saudáveis e equilibrados, podemos beneficiar os doentes com passes, irradiações, água fluidificada etc. Aprendendo e exercitando, desenvolvemos nosso potencial de ação sobre os fluídos.

O poder curativo está na razão direta da pureza dos fluidos produzidos, como qualidades morais ou pureza de intenções, da energia da vontade, quando o desejo ardente de ajudar provoca maior força de penetração, e da ação do pensamento, dirigindo os fluidos em sua aplicação.

A mediunidade de cura, porém, é bem mais rara, espontânea e se caracteriza pela energia e instantaneidade da ação. O médium de cura age pelo simples contato, pela imposição das mãos, pelo olhar, por um gesto, mesmo sem o uso de qualquer medicamento. No evangelho, existem numerosos relatos onde Jesus ou seus seguidores curam por ação fluídica, alguns deles examinados por Allan Kardec no livro A Gênese, capítulo XV.

CONDIÇÕES FUNDAMENTAIS PARA A CURA

É lícito buscar a cura, mas não se pode exigi-Ia, pois ela dependerá da atração e fixação dos fluidos curadores por parte daqueles que devem recebê-los. A cura se processa conforme nossa fé, merecimento ou necessidade. Quando uma pessoa tem merecimento, sua existência precisa continuar ou as tarefas a seu cargo exigem boa saúde, a cura poderá ocorrer em qualquer tempo e lugar, até mesmo sem intermediários (aparentemente, porque ajuda espiritual sempre haverá). No entanto, às vezes, o bem do doente está em continuar sofrendo aquela dor ou limitação, que o reajusta e equilibra espiritualmente, o que nos faz pensar que nossa prece não foi ouvida.

Para tanto, vejamos o que diz Emmanuel no livro Seara dos Médiuns, no capítulo “Oração e Cura”: “Lembremo-nos de que lesões e chagas, frustrações e defeitos em nossa forma externa são remédios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus. A cura só se dará em caráter duradouro se corrigirmos nossas atuais condições materiais e espirituais. A verdadeira saúde e equilíbrio vêm da paz que em espírito soubermos manter onde, quando, como e com quem estivermos. Empenhemo-nos em curar males físicos, se possível, mas lembremos que o Espiritismo cura sobretudo as moléstias morais”.

De uma maneira primorosa, Allan Kardec nos situa sobre o assunto: “A cura se opera mediante a substituição de uma molécula malsã por uma molécula sã. O poder curativo está, pois, na razão direta da pureza da substância inoculada, mas depende também da energia da vontade, que, quanto maior for, mais abundante emissão fluídica provocará e tanto maior força de penetração dará ao fluido. Depende ainda das intenções daquele que deseje realizar a cura, seja homem ou espírito”.
Daí então se depreende que são quatro as condições fundamentais das quais depende o êxito da cura: o poder curativo do fluido magnético animalizado do próprio médium, a vontade do médium na doação de sua força, a influenciação dos espíritos para dirigir e aumentar a força do homem e as intenções, méritos e fé daquele que deseja se curar.

mediunidade

Perispírito – Corpo fluídico da alma, constituído de matéria quintessenciada.
Duplo Etérico – Elemento transitório que desempenha a função de canal ou veículo de intercâmbio entre o perispírito e o corpo físico.
Corpo Carnal – Vestimenta material que a alma ajusta para poder fixar-se nos mundos escolas.

CAUSAS DAS ENFERMIDADES 
Infelizmente a vossa humanidade ainda ignora que a maior parte das doenças do corpo tem sua origem em distúrbios agudos de ordem psíquica, pois a cupidez, a avareza, o ódio, a vingança, o ciúme, a ambição, o orgulho e outros tóxicos de ordem moral são matriz de moléstias como o câncer, tuberculose e outras.
As variadas províncias celulares sofrem o impacto constante das radiações mentais a lhes absorverem os princípios de ação e reação desse ou daquele teor, pelos quais os processos da saúde e da enfermidade, da harmonia e desarmonia são associados e desassociados, conforme a direção que lhes imprima a vontade.

OBJETIVO DAS CURAS MEDIÚNICAS 
O alívio, o reajuste físico, ou as curas conseguidas por intermédio da faculdade mediúnica tem por objetivo principal sacudir o ateísmo do enfermo, despertando o entendimento para os ensinamentos da vida espiritual.
A mediunidade de cura mediante o espiritismo,em sua profundidade, é uma cooperação de objetivo Crístico, condicionada a Evangelização do homem, despertá-lo para os deveres e responsabilidades do Espírito Imortal.

MEDIUNS CURADORES – PREPARAÇÃO FÍSICA 

Se o médium não tem saúde, não pode dar a outrem.
Se os fluídos saem do corpo e do espírito do médium é lógico que vão impregnados do que eles contém.
A mais leve alteração na saúde do médium, o impossibilita de dar passes.
Boa alimentação é o primeiro passo, abster-se de carne pesada e condimentos muito apimentados, chocolate também é contrário aos bons fluidos.
Regime alimentar vegetariano e dieta hídrica.
Água em jejum e na hora do repouso, proporciona a regularização de todos os órgãos responsáveis pela nutrição.
O exercício de respiração, respirar lentamente para permitir a perfeita combustão do sangue nos pulmões.
Evitar muito desgaste físico nas tarefas diária, para manter reserva de bons fluidos.
Dormir no mínimo 7h por noite, o excedente de horas é supérfluo e prejudicial.

MEDIUNS CURADORES – PREPARAÇÃO MENTAL 

Sem uma moral a prova das tentações inferiores, não pode em absoluto, haver um bom médium.
O médium está na obrigação de trilhar a senda evangélica por pensamento, palavras e obras.
Manter uma linha de conduta impecável
Boa saúde e moral sã = bons fluidos.
MEDIUNS CURADORES – PREPARAÇÃO ESPIRITUAL
O médium curador prepara-se espiritualmente pela reforma moral, reajustando os bons sentimentos.

MEDIUNS ENFERMOS 

O passe mediúnico, se o médium se encontra enfermo, a sua tarefa mediúnica se torna contraproducente, uma vez que ele projeta algo de sua própria condição enfermiça sobre os pacientes que se sintonizarem passivamente à sua faixa vibratória psicofísica.

RECEITUÁRIO MEDIÚNICO 
Como funciona à distância: 

Exige a participação de diversas equipes espirituais sob o comando de uma entidade responsável pela boa ordem dos trabalhos.
Essas equipes compõem-se de técnicos, médicos, laboratoristas, enfermeiros, químicos e pesquisadores, em comunhão com outras entidades, que auxiliam o serviço coletivo, disciplinado e ágil.
Por meio de vibrações, as entidades responsáveis pelos diversos setores recebem a notificação da consulta, entram em relação com o consulente, captam a sua imagem perispiritual e a retransmitem para o local dos trabalhos, projetando-se em ondas no espelho fluídico e em uma fração de minuto é examinada pelos companheiros espirituais ali presentes, embora o médium não enxergue o espelho fluídico porque está em uma freqüência mais alta.

E Q U I L I B R I O E N T R E O C O R P O E A L M A

Uma grande demonstração de Amor do Criador foi a possibilidade que deu ao espírito humano de amadurecer, encarnando no ambiente terrestre.

Agora, o modo como isso ocorreu, leva-nos de volta ao antigo debate a respeito da origem do ser humano: evolução biológica, defendida pela ciência materialista ou criação espontânea de um ser espiritual, defendida pela Teologia. Na verdade, ambas as correntes não deixam de ter a sua parcela de verdade.

Para o amadurecimento espiritual do ser humano, o Criador permitiu que germes espirituais encarnassem neste planeta. Estamos falando aqui de germes espirituais, isto é, corpúsculos ou centelhas espirituais com possibilidades plenas de desenvolvimento espiritual, mas ainda sem condições plenas de serem considerados seres humanos espirituais.

Aqui na Terra, por exemplo, um bebê não pode ser considerado ainda um ser humano integral, pois, embora porte consigo todas as possibilidades de amadurecimento em estado potencial, estas possibilidades precisam ainda ser concretizadas, o que só pode ser atingido de forma gradual, à medida que aquele bebê se desenvolve física e mentalmente, tornando-se consciente de sua existência e de suas responsabilidades.

Do mesmo modo acontece nos planos espirituais. Um germe espiritual, ainda não consciente de sua existência e de suas responsabilidades, mas portando consigo um ardente anseio pelo seu desenvolvimento, pode vir gradualmente a despertar para o reconhecimento pleno de sua possibilidade de existência e as obrigações a ela inerentes.

A sabedoria do Criador, entretanto, estabeleceu que a este germe sejam facultadas as mais favoráveis condições, as quais permitissem ao mesmo o desabrochar de todas as suas capacitações que, em estado potencial, aguardavam o seu amadurecimento; o Criador, então, permitiu que tais germes pudessem descer dos planos espirituais mais elevados e migrassem até os planos materiais mais afastados, sendo a Terra o ponto máximo de inflexão, pois, no ambiente terrestre, encontram-se reunidas todas as possibilidades para o máximo amadurecimento, as quais permitem o caminho de volta aos planos espirituais superiores, o chamado Paraíso, não mais na forma de germes espirituais inconscientes, mas na de ser espiritual adulto, consciente de suas possibilidades de atuação espiritual plena e fecunda.

O velho debate criação versus evolução pode ser resumido de maneira até muito simples. O germe ou centelha espiritual, para o florescer de seus talentos individuais, necessita, quando longe de seu plano espiritual de origem, encarnar-se em um corpo material.

No início da evolução do ser humano terreno isso aconteceu, quando aquela primitiva centelha serviu-se do corpo do animal que havia chegado ao seu grau máximo de desenvolvimento, nele penetrando, e, a partir de então, o germe espiritual humano passou a habitar aquele corpo e não mais uma alma animal, como até então sucedia.

Daí por diante, o processo tornou-se automático, isto é, cada centelha espiritual que baixava a esta região do universo, encarnava-se não mais num corpo animal,mas no ventre de uma futura mãe que já portava consigo a centelha humana. Esse foi realmente o início da evolução espiritual da Humanidade aqui na Terra.

Desde a vinda da primeira centelha espiritual à Terra para que se processasse o seu desenvolvimento, as centelhas espirituais possuíam, algumas tendências mais positivas e outras tendências mais negativas, ou seja, algumas com cargas mais positivas, mais densas, que tenderam para o modo de ser masculino e outras com cargas mais negativas, mais intuitivas e sensíveis, que tenderam para o modo de ser feminino; com isso se originaram o Homem e a Mulher. Não se entenda aqui negativo como ruim, mas como uma forma indicadora de um tipo de atuação. O positivo e o negativo são como os dois braços da balança.

Entretanto, não deve ser difícil entender que existe uma relação íntima entre o corpo (mente) e o espírito, pois um depende do outro para que o desenvolvimento se processe. Desde os primeiros momentos da ligação do espírito ao novo corpo que se forma no ventre materno, o que ocorre por volta do quarto mês e meio da gestação, inicia-se um novo ciclo de relacionamento entre os dois, onde o equilíbrio entre o espiritual e o material é evidente.

A cada encarnação que se processa, dá-se um auxílio mútuo entre ambos, existe uma dependência forte no desenvolvimento do corpo em relação ao espírito e do espírito em relação ao corpo. O corpo é dependente do espírito para crescer e desenvolver, ou seja, para permanecer vivo e o espírito depende do corpo para que possa, usufruindo deste corpo, amadurecer aqui na Terra.

Para que tal relação seja efetiva, tem que existir uma ligação que una o espírito ao corpo e isso ocorre pela presença do sangue, o qual, por intermédio de sua irradiação, cria uma ponte entre o espírito e a matéria, tal ponte ou ligação sendo já de há muito conhecida pelos videntes e denominada também de cordão de prata.

Com o amadurecimento espiritual, consuma-se o objetivo da passagem do espírito aqui pela Terra, podendo retornar à verdadeira Pátria no plano espiritual, ou seja, ao Paraíso, de onde saiu como centelha, porém agora retornando como espírito consciente.

Portanto não podemos negligenciar esta relação, esquecendo do equilíbrio entre o corpo e o espírito, pois isto traria uma alteração nesta balança, prejudicando o aperfeiçoamento do espírito humano.

D E S A F I O S D A V I D A

A vida é possível apenas por meio de desafios. 

A vida é possível apenas quando você tem ambos, bom tempo e mau tempo, quando você tem ambos, prazer e dor, quando você tem ambos, inverno e verão, dia e noite.

Quando você tem ambos, tristeza e alegria, desconforto e conforto. A vida se move entre essas duas polaridades. 

Movendo-se entre essas duas polaridades, você aprende como ter equilíbrio. Entre essas duas coisas, você pode aprender como voar até a estrela mais distante. 

As dificuldades sempre existem, são parte da vida. E é bom que existam, ou não haveria crescimento. Dificuldades são desafios. Elas o incitam a trabalhar, a pensar, a descobrir meios de sobrepujá-las. 

O próprio esforço é essencial. Assim, sempre tome as dificuldades como bênçãos. Sem dificuldades, estaríamos perdidos. Dificuldades maiores virão, e isso significa que a existência está cuidando de você, está lhe dando mais desafios. E, quanto mais você os soluciona, maiores desafios estarão esperando por você. 

As dificuldades desaparecem somente no último momento, mas esse último momento chega somente devido às dificuldades. Assim, nunca tome negativamente qualquer dificuldade. 

Descubra o algo positivo nela para o seu aprendizado. A mesma rocha que bloqueia o caminho poderá funcionar como um degrau. E se não houvesse essa rocha no caminho, como você se elevaria? E o próprio processo de ir acima dela, tornando-a um degrau, dá-lhe uma nova atitude de ser. 

Quando você pensa criativamente sobre a vida, tudo é útil e tudo tem algo a lhe dar. Nada é sem sentido.

(Osho)

ANJOS DA GUARDA.

Os anjos guardiães são embaixadores de Deus, mantendo acesa a chama da fé nos corações e auxiliando os enfraquecidos na luta terrestre.
Quais estrelas formosas, iluminam as noites das almas e atendem-lhes as necessidades com unção e devotamento inigualáveis.

Perseveram ao lado dos seus tutelados em toda circunstância, jamais se impacientando ou os abandonando, mesmo quando eles, em desequilíbrio, vociferam e atiram-se aos despenhadeiros da alucinação.

Vigilantes, utilizam-se de cada ensejo para instruir e educar, orientando com segurança na marcha de ascensão.

Envolvem os pupilos em ternura incomum, mas não anuem com seus erros, admoestando com severidade quando necessário, a fim de lhes criarem hábitos saudáveis e conduta moral correta.

São sábios e evoluídos, encontrando-se em perfeita sintonia com o pensamento divino, que buscam transmitir, de modo que as criaturas se integrem psiquicamente na harmonia geral que vige no Cosmo.

Trabalham infatigavelmente pelo Bem, no qual confiam com absoluta fidelidade, infundindo coragem àqueles que protegem, mantendo a assistência em qualquer circunstância, na glória ou no fracasso, nos momentos de elevação moral e naquele outros de perturbação e vulgaridade.

Nunca censuram, porque a sua é a missão de edificar as almas no amor, preservando o livre-arbítrio de cada uma, levantando-as após a queda, e permanecendo leais até que alcancem a meta da sua evolução.

Os anjos guardiães são lições vivas de amor, que nunca se cansam, porquanto aplicam milênios do tempo terrestre auxiliando aqueles que lhes são confiados, sem se imporem nem lhes entorpecerem a liberdade de escolha.

Constituem a casta dos Espíritos Nobres que cooperam para o progresso da humanidade e da Terra, trabalhando com afinco para alcançar as metas que anelam.

Cada criatura, no mundo, encontra-se vinculada a um anjo guardião, em quem pode e deve buscar inspiração, auscultando-o e deixando-se por ele conduzir em nome da Consciência Cósmica.

Tem cuidado para que te não afastes psiquicamente do teu anjo guardião.

Ele jamais se aparta do seu protegido, mas este, por presunção ou ignorância, rompe os laços de ligação emocional e mental, debandando da rota libertadora.

Quando erres e experimentes a solidão, refaze o passo e busca-o pelo pensamento em oração, partindo de imediato para a ação edificante.

Quando alcances as cumeadas do êxito, recorda-o, feliz com o teu sucesso, no entanto preservando-te do orgulho, dos perigos das facilidades terrestres.

Na enfermidade, procura ouvi-lo interiormente sugerindo-te bom ânimo e equilíbrio.

Na saúde, mantém o intercâmbio, canalizando tuas forças para as atividades enobrecedoras.

Muitas vezes sentirás a tentação de desvairar, mudando de rumo. Mantém-te atento e supera a maléfica inspiração.

O teu anjo guardião não poderá impedir que os Espíritos perturbadores se acerquem de ti, especialmente se atraídos pelos teus pensamentos e atos, em razão do teu passado, ou invejando as tuas realizações… Todavia te induzirão ao amor, a fim de que te eleves e os ajudes, afastando-os do mal em que se comprazem.

O teu anjo guardião é o teu mestre e amigo mais próximo.

Imana-te a ele.

Entre eles, os anjos guardiães e Deus, encontra-se Jesus, o Guia perfeito da humanidade.

Medita nas Suas lições e busca seguir-Lhe as diretrizes, a fim de que o teu anjo guardião te conduza ao aprisco que Jesus levará ao Pai Amoroso.

NÃO DESAMINE

Quando você se observar, à beira do desânimo, acelere o passo para frente, proibindo-se parar.
Ore, pedindo a Deus mais luz para vencer as sombras.
Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.
Leia uma página edificante, que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de idéias.
Tente contato de pessoas, cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.
Procure um ambiente, no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.
Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.
Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.
Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.
Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência, e de que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.

I N J U S T I Ç A ! ! !

Raros somos aqueles que nunca sofremos uma injustiça na vida.

Impingem-nos adjetivos os quais temos certeza que não nos cabem.

Fazem julgamentos apressados por essa ou aquela atitude nossa, sem buscar entender o contexto e a situação em que ocorreu.

Comentam, dando vazão à imaginação, desdobrando fatos que nem sempre aconteceram, e, se ocorreram, distantes estão do colorido maledicente com o qual o passam à frente.

Em outros momentos, somos preteridos nessa ou naquela seleção, por critérios escusos e questionáveis.

Amargamos a indiferença de tantos que fazem pré-julgamentos sem ao menos se darem ao trabalho de efetivamente nos conhecerem.

Sofremos humilhações do chefe irascível, do parente em amargura, do colega desequilibrado.

Enfim, tantas são as vezes que somos acometidos por ações desequilibradas,  por atitudes intencionais ou não, amargando pesos e consequências que julgamos não merecer…

Natural pensarmos que todo ato de injustiça é reprovável e, por essa razão, deve ser refutado e combatido.

Porém, inevitável questionarmos: se devemos lutar pelas igualdades, e bem-estar de todos, por que Deus ainda permite tantas injustiças?

É natural pensarmos que devemos nos esforçar para que a justiça seja feita, para que todos sejamos tratados no mesmo patamar de igualdade e direitos.

Porém, sem aprovar ou justificar falta nenhuma, ou atitude injusta de quem quer que seja, podemos analisar a situação por outro ângulo.

Se somos atingidos pela injustiça, que nos pesa no coração, nele instalando mágoas e ressentimentos, também boas lições ela pode nos oferecer.

Uma vez que ela é inevitável, face à leviandade de uns, descuido de outros, e insensibilidade de muitos, que possamos tirar boas lições das injustiças, quando elas nos alcançarem.

Se a vaidade e a dignidade são afetadas, o convite se faz para exercitarmos um tanto mais a humildade.

Se são a nossa cidadania e nossos direitos que são atropelados, oportuno se faz o cultivo da paciência.

Se somos feridos pelo julgamento ácido daquele que nos trai a amizade, a compreensão nos convida a vivenciá-la.

Assim, a cada ação de injustiça que sofremos, podemos perceber o convite da vida para cultivar essa ou aquela virtude.

De forma alguma podemos justificar ou apoiar qualquer ação indigna ou injusta.

De maneira nenhuma devemos aceitar qualquer situação deliberada a prejudicar quem quer que seja.

Lembramos que sempre será possível tirar boas lições das situações mais doloridas.

Quando Jesus nos alerta que, em nosso mundo, ainda são necessários os escândalos, nos leciona que é essa a lição que trará ensinos ao nosso coração ainda teimoso.

Porém, igualmente ele não deixa de nos alertar a respeito da responsabilidade de nossos atos, completando: Ai daqueles por quem venham os escândalos.

Por tudo isso, Jesus, entendendo nossas dores e dissabores na vida vem nos consolar, lembrando que serão bem-aventurados os que têm sede e fome de justiça, porque eles serão saciados.

 Redação do Momento Espírita.
Em 15.11.2014.